Quando louvamos os santos, é a seu Autor que louvamos:

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O templo de Deus, construído ricamente pelo rei Salomão, estava cheio de imagens de escultura e Deus se manifestou nesse templo e o encheu de sua glória: ( Ezequiel 41,17-20 – 43,4-6) (1 Reis 6,23 – 35).

Os santos estão na mesma condição dos anjos, pois conservam as suas naturezas individuais e intelectuais, e possuem a mesma Luz divina na qual vêem a Deus. ( “Na tua Luz veremos a Luz” – Salmos 35,10). Por isso, a Bíblia afirma que os santos “julgarão o mundo” ( 1Coríntios 6,2).

Note-se que no 2º livro dos Macabeus (15,14), o próprio Jeremias, já falecido, é apresentado como quem “muito ora pelo povo e pela cidade santa”. No 1° livro dos Reis lemos que Deus prometeu a Salomão conservar para seu filho (Davi) a tribo ou reino de Judá, “em atenção” e “por amor ao seu servo Davi” ( já morto) ( 1 Reis 11,11 –13). Isso significa que Deus toma em consideração os pedidos dos amigos também do Céu, os santos. Até mesmo na hora do julgamento, os Santos interceptam por nós. ( Apocalipse 6,9-11).

Aí estão alguns fundamentos Bíblicos da prática católica da devoção ou culto dos anjos e dos santos. A isso os evangélicos costumam apresentar que só há um mediador, Jesus Cristo ( 1 Timóteo 2,5). A isso se responde completando a citação no verso 06 que diz: “…o Qual Se entregou em Redenção por todos”. Cristo é, sim, o único Mediador, mas “de redenção”. O que não exclui a mediação de intercessão dos anjos e santos, como acima ficou provado.

Maria, a mais santa de todos os santos, disse de Si mesma: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque fez em mim grandes coisas o Todo-Poderoso” ( Lucas 1,48-49). Vê-se, por essas palavras inspiradas, que o louvor dos santos redunda em louvor e glória de Deus, pois os santos são obras-primas da sua sabedoria, bondade e poder. Quando os louvamos, é a seu Autor que louvamos.

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