PROFECIAS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

A iniqüidade dá-se, por exemplo, na aplicaçãoda lei, quando é rigorosa para alguns e mitigada para outros.

Matar é pecado para a Religião e crime para oEstado. Segundo a Constituição Federal, todos têm “direito à vida”, eisto é lei baseada no “principio de eqüidade”.

Mas, o Estado cai em contradição e na iniqüidadequando permite a “Legalização do aborto” que, segundo eles, seriautilizada só para casos de extrema necessidade, tais como vítima de estupro erisco de vida para a mãe. Cai na iniqüidade e na contradição porque estapermissão viola, e de forma hedionda, o direito que o feto (criança) tem deviver, nascer, crescer, e ser feliz. Este é apenas um exemplo, entre tantos, deiniqüidade. É claro que a questão e muito mais ampla e complexa.

Segundo o texto, a crise de caridade tem a suacausa na iniqüidade. O mundo precisa de caridade, sem a caridade o Inferno começajá neste mundo! A miséria que existe hoje no mundo inteiro, principalmente noBrasil, é porque falta a caridade dos santos nas pessoas, em suma: falta a Fée o amor a Deus.

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A Bíblia descreve as conseqüências que a rejeiçãode Deus provoca na sociedade, tais como: “a maldição e a mentira, o furto eo roubo e o adultério, tudo inundam”. (Oséias 4,1-2).

Como você pode ver, essas coisas não são coisasboas. Não é nada gostoso conviver com essas coisas que tiram a paz e a tranqüilidadede qualquer um. E o nosso século, por ter rejeitado aquela fé simples e puraem Deus, se tornou assim, do jeito que está escrito ali.

Quanto maior for o conhecimento de Deus pelaspessoas, maior será a tranqüilidade e a pa.

A mentira, a cupidez, o furto e o roubo, não sãomales reprovados só por Deus e pela Igreja: são males que todas as pessoasreprovam, porque ninguém gosta de ser tratado de forma iníqua. Portanto, Deusestá a favor do homem, quer o bem do homem.

Quem lê a profecia de Nosso Senhor pode perguntaro seguinte: Quando acontecerá a crise de caridade?

Jesus não revelou o tempo, mas descreveu apenas ossinais que acontecerão naquele tempo; já a São Nilo, Deus revelou não só ossinais daquele dia, mas também a época, que seria meados do século XX.

Logo mais adiante vocês poderão comparar aprofecia de São Nilo com as de Nosso Senhor, e notar a maravilhosa identidadeque há entre elas.

“Mas o que perseverar até o fim, esse serásalvo”. (Mt. 24, 13).

Estas palavras indicam uma profunda crise de fé,que se dará nos fins dos tempos, que culminará numa apostasia quase geral.

“Perseverar” é um termo que significapermanecer firmes na fé.

“Perseverar” vai muito mais além de “nãocair em pecado”, significa, no seu sentido mais profundo, “não cair nodesespero”.

Estas palavras indicam que quem pecar deve fazercomo o “filho pródigo” do Evangelho, ou seja, deve voltar-se para Deus, eisto significa permanecer até o fim na esperança de ser salvo por Deus.

Cair em pecados significa ser ferido pelo inimigona guerra, mas o pecador que reza, não deixa de lutar e por isso permanece naesperança, que é o mesmo que permanecer na fé.

O Sacrossanto Concílio Tridentino ensina que “afé não deixa de ser verdadeira em que cometeu o pecado”, por isso, a fé,como virtude teologal, existe tanto no justo como no pecador, com a diferençade que é viva no justo e morta no pecador.

Portanto, em primeiro lugar, e de um modo geral,“perseverar até o fim” significa permanecer na Doutrina de fé e moral quese apóiam nas Tradições multiseculares da Igreja; em segundo lugar significarezar e rezar sempre, em todas as situações, seja qual for o estado de almaque alguém se encontre, porque só não tem salvação aquele que Deus mataimediatamente depois do pecado, ou aquele que morre “sem esperança noSangue” (revelação de Deus Pai à Sta. Catarina de Sena), porque o“desespero é o pecado que não tem perdão: nem aqui, nem no além” (Idem).

“Perseverar até o fim” significa permanecer noCatolicismo e não cair no Protestantismo, nem no Modernismo, nem no Mundanismo,e nem no Desespero.

Segundo o que fala Cristo, aqui, muitos, ou amaioria, no final dos tempos, romperiam com a fé e com a sã doutrina.

Resta-nos saber quando esta profecia viriarealizar-se. Ele não diz quando será, mas dá apenas os sinais que indicarãoestes tempos.

Contudo, é possível conhecer o tempo destaprofecia por meio de outras profecias, tais como a de São Nilo, que veremosmais adiante.

“Será pregado este evangelho do reino por todo omundo, em testemunho a todas as gentes; e então chegará o fim.” (Mt. 24,14).

Aqui Nosso Senhor Jesus Cristo fala que quando omundo todo conhecer o Evangelho, então se dará o fim.

Estas palavras são de difícil interpretação,porque a fama de Cristo pode ser conhecida de dois modos: por pregação ou porpropaganda.

A profecia fala que o Evangelho será pregado atodos, não fala, porém, que será aceito por todos.

Trata-se, pois, de uma reação dos cristãos quepermanecerão fiéis na época da apostasia.

Quando os “Apóstolos dos Últimos Tempos” saíremà luz, como o que Nossa Senhora da Salette, se dará a batalha decisiva. E areação dos ímpios ao apostolado dos “Apóstolos dos últimos tempos” seráigual àquela dos judeus contra o Proto-Mártir

Santo Estevão (Atos 7, 54-60).

Diante da firme negativa em aceitar o Evangelho,que será pregado pelos fiéis dos últimos tempos, e por causa da perseguiçãodos maus contra os bons, quando tudo estiver completo, então Deus,infinitamente justo, acabará, definitivamente, com a “raça da serpente”,como os ímpios.

É neste sentido que virá o fim, depois doapostolado geral.

O ConcílioVaticano II, com o seu Ecumenismo e com a sua Liberdade Religiosa, atrasou otrabalho missionário da Igreja: é a crise de fé que vem de cima!

Muitos, porém, apoiados em alguns “místicos”,entendem que as palavras desta profecia se realizam na pessoa do Papa JoãoPaulo II que, por meio de suas viagens, sai por todo o mundo a pregar oEvangelho do reino. Outros, no entanto, não aceitam esta interpretação,porque a Liturgia, por meio da qual o Papa faz a pregação, foi violada desde oConcílio Vaticano II para cá.

Eu, porém, faço a seguinte distinção: estouplenamente de acordo que a Liturgia que foi violada, e concordo que o Papa JoãoPaulo II pode estar realizando as palavras desta profecia, porque a Liturgia queele usa, embora violada, proclama as palavras do Evangelho, ou seja, em todas asMissas que ele celebra, nestas suas viagens, é feita a leitura do Evangelho,que é também transmitida a todos os povos da terra pelos meios de comunicação.Mas é preciso entender bem, não são os meios de comunicação que proclamam oEvangelho, e sim o Papa que prega por meio deles.

“Quando, pois, virdes a ‘abominação da desolação’que foi predita pelo profeta Daniel, ‘posta no lugar santo’ – o que lê entenda- então os que se acham na Judéia, fujam para os montes; o que se acha sobre oterraço, não desça para tomar coisa alguma de sua casa, e o que está nocampo, não volte atrás para tomar o seu manto. Ai das mulheres grávidas e dasque tiverem crianças de peito naqueles dias! Rogai para que não seja a vossafuga no inverno, ou em dia de sábado; porque então será grande a ‘tribulação’,como nunca foi, desde o principio do mundo até agora ‘nem jamais será.’”(Mt. 24, 15-21).

Aqui Nosso Senhor Jesus Cristo faz referência aoprofeta Daniel, que disse, entre outras coisas, o seguinte: “no meio da semanafará cessar a hóstia e o sacrifício; estará no templo a abominação dadesolação; e a desolação durará até a consumação e até o fim”. (Dan.9, 27).

Esta profecia tem profunda relação com a profeciade Lerida, com a de São Nilo, e com a de Nossa Senhora de Fátima.

Santo Afonso de Ligório diz que esta profeciaanuncia que no final dos tempos o Santo Sacrifício da Missa cessaria. Portanto,estas palavras são terríveis, pois revelam o ódio e a guerra que o Inferno eos ímpios moverão contra o Sacrifício do Altar e contra o SantíssimoSacramento.

A “hóstia” é o Santíssimo Sacramentodo Altar, o próprio Cristo Jesus; o “sacrifício” é a Santa Missa, comtodas as suas orações, cerimônias e rituais.

A profecia fala, portanto, da profanação da Missae da Hóstia; fala que no final dos tempos não haverá mais missas válidas.

Quem celebra a Missa é o Sacerdote, e para que umsacerdote celebre a missa de forma inválida necessita de três coisas:

1ª) Que ele não seja legítimo;

2ª) Que a matéria (pão e vinho) e a forma (aspalavras, da consagração) não sejam as instituídas por Nosso Senhor, ouseja: que o pão não seja pão, que o vinho não seja vinho, e que as palavrasda consagração não sejam as mesmas que Cristo instituiu;

3ª) Queele não tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja.

A Igreja ensina que faltando um destes trêselementos a missa se torna inválida e sem efeito (Carta Aberta aos CatólicosPerplexos, de Mons. Marcel Lefebvre, p. 20).

Mas, para que um Sacerdote chegue a esse ponto deter a audácia de modificar a matéria, a forma e a intenção do Sacrifício,é preciso que ele não tenha mais aquela fé pura e simples em Cristo e naIgreja.

A profecia fala, pois, de uma terrível crise de Fénos Sacerdotes e pessoas consagradas a Deus; crise tão terrível e tão abominável,que fará as pedras e o mármore chorarem lágrimas de sangue!

Nosso Senhor fala para fugirmos dessa crise,correndo “para os montes”.

São Gregório Magno, o Papa vidente, no seu comentáriosobre o anticristo, ensina que “montes”, aqui, significam os Santos daIgreja, que são os baluartes da Fé Católica.

Portanto, segundo São Gregório Magno, no tempo dacrise, ou da “abominação da desolação”, devemos nos refugiar nos SantosCanonizados, ou seja, crer e fazer o que eles criam e faziam.

Amar a Cristo do jeito que eles amavam; crer aCristo do jeito que eles creram; adorar a Cristo do jeito que eles adoravam;receber a Cristo na Eucaristia do jeito que eles o recebiam; seguir a mesmamissa que eles seguiram.

Prestem bem a atenção nessa profecia, porque quemchamou essa crise de “abominável” foi Jesus Cristo, em pessoa, e Ele éDeus.

Nós não conseguimos compreender a gravidade dessacrise, só Deus pode compreender!Equando Ele chama uma coisa de “abominável” é porque essa coisa éabominável mesmo, com todo o rigor da palavra. É Deus quem vê e fala!

Vamos consolar ao nosso Bom Deus, permanecendo fiéisa tudo aquilo que Ele nos ensinou!

Defender a Missa e a Hóstia é coisa tão grande,mas tão grande, que a beleza e a grandeza desta luta só será conhecida no céu!

Assim como é impossível conhecer a beleza do Céu,e o fogo do Inferno, a não ser pela experiência, do mesmo modo é impossívelconhecer, agora, o valor, o mérito, e a enormidade da grandeza de lutar emdefesa da Missa, da Hóstia, e do Sacerdócio!

Vocês conhecerão a gravidade dessa profecia aoler trecho excerto da profecia de Lerida.

Nosso Senhor falou que essa crise ou “Tribulação”será a “última”. Portanto, a guerra do inferno contra a Missa, a Hóstiae o Sacerdócio, será a batalha final e decisiva!

“Se não se abreviassem aqueles dias, não sesalvaria pessoa alguma; porém, serão abreviados aqueles dias em atenção aosescolhidos. (Mt. 24, 22).

“Aqueles dias”, de que fala Nosso Senhor, sãoos dias da “grande tribulação”, o “final dos tempos”, ou o final doimpério do “Anticristo”.

1ª) Nosso Senhor “abreviaria” os “dias” oupor protelação, adiando o castigo final, para dar “tempo” das pessoas searrependerem de seus pecados e se salvarem do fogo do Inferno;

2ª) Ou por antecipação, adiantando o castigo,para que os convertidos, ou escolhidos, não sejam seduzidos e arrastados pelagrande onda de pecados que assolará a terra naqueles dias;

3ª) Ou por diminuição, diminuindo o tempo e aintensidade dos castigos e das desgraças que se sucederão naqueles dias.

Nosso Senhor fala que a crise de Fé e de Moral serãotão grandes, mas tão grandes, que se não se “abreviassem”, pessoa algumase “salvaria”, como que indicando a extensão da onda de crimes epecados que destruirão a sociedade do final dos tempos.

Portanto, o pecado, ou o “esquecimento” de Deus(Oséias, 4), será geral, atingirá todos os povos, e todas as pessoas ofenderãoa Deus. Para que “pessoa alguma” não se salve, é preciso que elas estejamem estado de pecado mortal. Portanto, o final dos tempos será o tempo daapostasia, dos pecados carnais, da impiedade, da corrupção, da sensualidade, eda rejeição a Deus e sua Igreja.

Isto quer dizer que no final dos tempos a Fé e aVirtude serão coisas raras, um privilégio e responsabilidade de poucos!

Para fazermos parte dos “escolhidos” épreciso que nos voltemos para Deus, através de orações e jejuns, confissõese comunhões!

Nossa Senhora entregou a São Domingos de Gusmão aarma que vencerá todas as batalhas! Esta arma é o Santo Rosário!

Portanto, quem quiser salvar a sua alma, deve,antes de tudo, recitar o Santo Rosário ou ao menos o Terço que, segundo afirmaSão Luiz Grignion de Montfort, salva até mesmo aqueles que se “consagraramao Demônio”. Isto nos ensina que a nossa esperança não deve esmorecer, quedevemos lutar até o fim contra o pecado!

“Quando vier o Filho do Homem, acaso achará fésobre a terra?” (Lc.18, 8).

Nosso Senhor fala, aqui, de sua Segunda Vinda aesta terra, que será gloriosa.

Fala que uma crise universal de Fé precederá asua Segunda Vinda.

Quando comparamos estas palavras de Nosso Senhorcom a triste situação da sociedade deste século XX, então forçoso é chegarà conclusão de que estes são os tempos anunciados por Ele.

Resta-nos “erguer” nossas “cabeças” eesperar a nossa “libertação” que se aproxima.

Lembrem-se de que quem fala é Deus, e Ele, aqui, nãointerpreta, nem supõe nada, mas fala aquilo que vê. Portanto, o que Ele disse,realizar-se-á infalivelmente.

Ele é o Médico que, pela profecia, faz o diagnósticodas pessoas que viverão nos séculos XX e XXI.

Nossa atitude perante as profecias de Nosso Senhordeve ser de Fé, Esperança, Amor, Conversão e Oração.

Para que naquele “Grande Dia”, que estamos jávivendo, possamos salvar as nossas almas, e as de nossos irmãos, do terrívelfogo do Inferno, é necessário “invocar o Nomedo Senhor” (Atos 2, 21), ou seja, “rezar e rezar muitos terços”.

Extraído do livro: ProfeciasApocalípticas, do autor Gershonius Silvae

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