Os modus operandis da Inquisição – Parte 2

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Olá caro leitor. Salve Maria, Mãe do Meu Senhor! (Lc 1,43).

São Roberto Belarmino. Inquisidor e Santo da IgrejaDando continuidade a nossa série sobre a inquisição, vamos escrever a segunda parte do artigo que descreve os procedimentos e métodos utilizados na inquisição em seus tribunais, inquéritos e investigação.

De acordo com as atas do Simpósio Vaticano sobre a inquisição, realizado em 1998, p. 570, vemos a seguinte realidade a época:

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“O povo católico não temia o Santo Ofício, como muitos historiadores quiseram demonstrar. Os inquisidores não eram monstros nem torturadores, mas teólogos e juristas respeitados e estimados.”

As seguintes normas deveriam ser obedecidas para a escolha de um inquisidor:

  1. Garantia de idade: O Papa Clemente V (1305-1314), no Concílio de Viena (1311), seguindo o que já havia feito seus antecessores, dispôs que ninguém podia ser Inquisidor antes dos 40 anos de idade.
  2. Garantia de honestidade: Os Papas Alexandre IV (1255), Urbano IV (1262), Clemente IV (1265), Gregório X (1275), Nicolau IV (1290) insistiram nas qualidades morais, na honestidade e na pureza de costumes a ser exigida dos Inquisidores;
  3. Garantia de saber: Também se declarava indispensável de costumes a ser exigidas dos Inquisidores;

Todo o Inquisidor que fosse, comprovadamente, pego cometendo abusos era deposto do cargo pelos superiores de sua Ordem ou pela Santa Sé.

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