Os grandes bufões da ciência

O sr. Dawkins utiliza a loteria, que é um jogo de azar, equiparando-o com o surgimento da vida. O que se esquece, ou quis esquecer, é o fato de que esta comparação altamente inapropriada, pois a vida é uma sucessão de eventos ordenados e definidos, ao passo que os sorteios da loteria são eventos altamente voláteis e aleatórios, que não permitem sequer uma análise lógica e estatística, visando prevermos com exatidão um resultado futuro, como podemos fazer claramente com uma árvore que, ao cortarmos um galho e sabemos com exatidão que voltará a crescer.

Note que a própria afirmação de Dawkins, no começo de sua argumentação (A probabilidade de êxito para uma única aposta é, portanto, virtualmente igual a zero (aproximadamente 0,00000002)), já impugna completamente toda sua teoria. Se a probabilidade de uma única aposta é virtualmente igual a zero, imagine uma sucessão de acertos regulares, muitas vezes sucessivos, de maneira organizada e hierárquica. Nem com toda a matéria existente e com um tempo equivalente a idade do universo seria possível realizar tal tarefa. Este argumento é tão pueril quanto acreditar que seja possível um macaco escrever os Lusíadas, digitando aleatoriamente em uma máquina de escrever durante 14 bilhões de anos.

Mas não para por ai. Note que ele usa de subterfujo maliciosos e pérfidos para justificar sua teoria de dizer que um evento tão improvável como acertar na loteria pode não ser tão improvável assim. Quando ele nos diz que o fato de quase sempre alguém ganhar sozinho ou em conjunto, sugere-nos que a que a probabilidade aumenta SE fizermos um número de tentativas suficientes. Ora senhor Dawkins, o fato de uma pessoa ganhar no sorteio sozinha ou em conjunto, não faz com que minhas chances de ganhar sejam mais ou menos relevantes, visto que cada sorteio é um sorteio diferente, e as chances de ganhar são sempre as mesmas. Isto é completamente o o oposto do que acontece na natureza, em especial com a vida, pois podemos ver claramente que há sim um arcabouço lógico e racional, de maneira a permitir sua reprodução. Se alguém levantar a mera possibilidade de Richard Dawkins estar contaminado com AIDS, irá automaticamente transformar-lo em um aidético? Evidente que não.

O mais divertido é esta parte do texto, no qual ele funda toda sua argumentação. “Se houver apenas 25 milhões de apostas distintas, a chance de que uma delas seja sorteada é aproximadamente igual a 50%, e o evento favorável deixa de ser improvável, tornando-se até corriqueiro”. Pois bem senhor Dawkins, e se ao invés de 25 milhões de apostas diferentes eu tivesse 25 milhões de apostas iguais? “Qualquer pessoa com o mínimo de instrução escolar” sabe que a probabilidade de ocorrer 25 milhões de apostas diferentes é exatamente a mesma de ocorrerem 25 milhões de apostas iguais. E mais ainda, e as apostas forem embaralhadas (como normalmente são)? Será que sua teoria se aplica a um cenário real? Definitivamente não.

Veja também

O que o senhor Dawkins não nos diz é que a sua teoria do surgimento da vida por via aleatória na verdade é uma imensa fraude, onde há muito pouca ciência e realidade e há muita enrolação e postulados infantis. Este uso fraudulento do método científico infelizmente se tornou a norma para os cientistas atuais, com raríssimas exceções.

Não se pode fazer análise científica baseando-se em hipóteses. São Tomás de Aquino nos ensina na Suma Contra os Gentios que sempre precisamos analisar o comportamento real da natureza para entendermos seu funcionamento e não deduzir possíveis ações sem a menor possibilidade de elas serem viáveis de fato.

Precisamos cada dia mais desmascarar essas falácias destes pseudo-cientistas, mostrando ao povo que tais estelionatários do conhecimento merecem ser ouvidos apenas em shows de comédia ou de auditório. A busca pela verdade deve ser ordeira e correta, assim como ela mesma o é. Chega de farsantes e vigaristas em nosso meio. Viva CRISTO, o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA (Go. 14,6)!

Que Deus Abençoe a todos e até o próximo post.

Página 2

Deixe uma resposta