Os grandes bufões da ciência

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Vigaristas intelectuaisOlá querido leitor. Salve Maria!

Qual de vocês nunca viu na TV um desses ditos “gênios da ciência” falar atrocidades e absurdos a respeito das religiões ou da existência de Deus? Quantos de nós já ficamos de fato confusos com provas aparentemente tão sólidas da criação do universo ser algo meramente ocasional e acidental?

Também em nosso cotidiano, um número muito maior de pessoas insistem em refutar da maneira mais absurda, utilizando de argumentação infantil e folclórica, sem se dar conta que reduzir Deus ao universo de conhecimento humano é o mesmo que colocar toda a água de um oceano dentro de um potinho de iogurte.

A ignorância soberba dos defensores destas ideias sempre está pautada na falta do conhecimento básico do que de fato é Deus, a própria realidade e Sua ação nela.

Qualquer cientista formado em ciências exatas, biológicas ou humanas acredita piamente que tem condições de ditar regras sobre algo que está muito além do seu domínio de conhecimento. Como diz o filósofo Olavo de Carvalho: “Podemos até ensinar a um chimpanzé a dirigir um carro, todavia é impossível ensinar-lo como funciona o motor de combustão interna”. Esta pequena metáfora mostra com clareza e assertividade o cenário atual da comunidade científica mundial. Graças a baixíssima qualidade da já pouquíssima formação filosófica, os cientistas tornam-se apenas meros usuários do método científico, completamente leigos as suas origens e finalidades.

Como exemplo, farei uso de uma celebre argumentação do senhor Richard Dawkins que pretende refutar a criação do universo por Deus, como defende a Santa Igreja Católica: Vejamos o texto:

Há poucas semanas, o prêmio da Mega-Sena estava acumulado em 52 milhões de reais. Acertar na Mega-Sena, como todos sabem, é um evento altamente improvável. Na verdade, é surpreendente constatar que um jogo dessa natureza reúna tantos adeptos, pois nenhum outro gera todas as semanas uma quantidade tão espetacular de perdedores – como diz a velha anedota. De qualquer maneira, sabemos (não por experiência própria) que, quase sempre, uma ou mais pessoas acertam a combinação. Como se explica fato tão extraordinário?

Qualquer pessoa que tenha o mínimo de instrução escolar sabe que o número de combinações possíveis de seis números escolhidos entre 1 e 60 é extraordinariamente alto. Quem aposta uma única combinação tem apenas uma chance entre mais de cinqüenta milhões de possibilidades! A probabilidade de êxito para uma única aposta é, portanto, virtualmente igual a zero (aproximadamente 0,00000002).
É por essa razão que seu vizinho que joga todas as semanas sempre perde e continuará perdendo! Caso você o avise sobre tais números, ele certamente dirá que, apesar das probabilidades, alguém sempre ganha! Logo, “com a graça de Deus”, talvez o próximo vencedor seja ele próprio, afinal, sempre se comportou bem e está convencido de que faria bom uso do dinheiro.

É verdade que quase sempre alguém ganha, sozinho ou juntamente com outros apostadores. Esse fato sugere-nos a hipótese de que a ocorrência do evento favorável (acertar a combinação) não é tão improvável assimse fizermos um número suficiente de tentativas. E, de fato, são feitas milhões de tentativas. Há milhões de apostadores. Alguns fazem dezenas de apostas, outros, apenas uma.
Se houver apenas 25 milhões de apostas distintas, a chance de que uma delas seja sorteada é aproximadamente igual a 50%, e o evento favorável deixa de ser improvável, tornando-se até corriqueiro. A verdade, portanto, é que o evento favorável torna-se bastante provável quando se dispõe de um número suficiente de tentativas, apesar de sua aparência improvável (quase impossível) na escala individual, isto é, tendo-se em vista a perspectiva de um único apostador.

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Pois bem. A origem da vida assemelha-se a uma edição do “concurso” da Mega-Sena, com a diferença de que o evento favorável aqui é a aparição casual de uma molécula orgânica capaz de fazer cópias de si mesma. Neste caso, o evento favorável, considerando a perspectiva de um único apostador, é muitas vezes mais improvável do que acertar uma combinação de 6 números escolhidos entre 60.
Em compensação, o número de apostadores (moléculas orgânicas submetidas a condições adequadas) é extraordinariamente maior. E, além disso, cada apostador pode fazer a tentativa centenas ou mesmo milhares de vezes, e o tempo disponível para o experimento é de aproximadamente 1 bilhão de anos, sendo que as tentativas ocorrem ininterruptamente! Ora, nessas condições, seu vizinho certamente diria: assim, até eu ganharia

(Grifos feitos por mim).

Quem olha a primeira vista, pode sugerir que o senhor Dawkins nos fornece uma prova lógica, racional e cabal do surgimento da vida mediante um fato completamente aleatório a acidental como um sorteio de loteria. Porem, se observarmos bem, iremos ver que na verdade o que o senhor Dawkins fez foi uma grande fraude intelectual. Gostaria de convidar a você, querido leitor, a fazer uma análise pelo método extensivamente utilizado pelos serviços secretos, em especial pela própria KGB, que diz o seguinte: “Não se atenha a noticia como um todo, ao contrário, atenha-se ao que ela diz nas entrelinhas e principalmente ao que ela não diz”.

O sr. Dawkins utiliza a loteria, que é um jogo de azar, equiparando-o com o surgimento da vida. O que se esquece, ou quis esquecer, é o fato de que esta comparação altamente inapropriada, pois a vida é uma sucessão de eventos ordenados e definidos, ao passo que os sorteios da loteria são eventos altamente voláteis e aleatórios, que não permitem sequer uma análise lógica e estatística, visando prevermos com exatidão um resultado futuro, como podemos fazer claramente com uma árvore que, ao cortarmos um galho e sabemos com exatidão que voltará a crescer.

Note que a própria afirmação de Dawkins, no começo de sua argumentação (A probabilidade de êxito para uma única aposta é, portanto, virtualmente igual a zero (aproximadamente 0,00000002)), já impugna completamente toda sua teoria. Se a probabilidade de uma única aposta é virtualmente igual a zero, imagine uma sucessão de acertos regulares, muitas vezes sucessivos, de maneira organizada e hierárquica. Nem com toda a matéria existente e com um tempo equivalente a idade do universo seria possível realizar tal tarefa. Este argumento é tão pueril quanto acreditar que seja possível um macaco escrever os Lusíadas, digitando aleatoriamente em uma máquina de escrever durante 14 bilhões de anos.

Mas não para por ai. Note que ele usa de subterfujo maliciosos e pérfidos para justificar sua teoria de dizer que um evento tão improvável como acertar na loteria pode não ser tão improvável assim. Quando ele nos diz que o fato de quase sempre alguém ganhar sozinho ou em conjunto, sugere-nos que a que a probabilidade aumenta SE fizermos um número de tentativas suficientes. Ora senhor Dawkins, o fato de uma pessoa ganhar no sorteio sozinha ou em conjunto, não faz com que minhas chances de ganhar sejam mais ou menos relevantes, visto que cada sorteio é um sorteio diferente, e as chances de ganhar são sempre as mesmas. Isto é completamente o o oposto do que acontece na natureza, em especial com a vida, pois podemos ver claramente que há sim um arcabouço lógico e racional, de maneira a permitir sua reprodução. Se alguém levantar a mera possibilidade de Richard Dawkins estar contaminado com AIDS, irá automaticamente transformar-lo em um aidético? Evidente que não.

O mais divertido é esta parte do texto, no qual ele funda toda sua argumentação. “Se houver apenas 25 milhões de apostas distintas, a chance de que uma delas seja sorteada é aproximadamente igual a 50%, e o evento favorável deixa de ser improvável, tornando-se até corriqueiro”. Pois bem senhor Dawkins, e se ao invés de 25 milhões de apostas diferentes eu tivesse 25 milhões de apostas iguais? “Qualquer pessoa com o mínimo de instrução escolar” sabe que a probabilidade de ocorrer 25 milhões de apostas diferentes é exatamente a mesma de ocorrerem 25 milhões de apostas iguais. E mais ainda, e as apostas forem embaralhadas (como normalmente são)? Será que sua teoria se aplica a um cenário real? Definitivamente não.

O que o senhor Dawkins não nos diz é que a sua teoria do surgimento da vida por via aleatória na verdade é uma imensa fraude, onde há muito pouca ciência e realidade e há muita enrolação e postulados infantis. Este uso fraudulento do método científico infelizmente se tornou a norma para os cientistas atuais, com raríssimas exceções.

Não se pode fazer análise científica baseando-se em hipóteses. São Tomás de Aquino nos ensina na Suma Contra os Gentios que sempre precisamos analisar o comportamento real da natureza para entendermos seu funcionamento e não deduzir possíveis ações sem a menor possibilidade de elas serem viáveis de fato.

Precisamos cada dia mais desmascarar essas falácias destes pseudo-cientistas, mostrando ao povo que tais estelionatários do conhecimento merecem ser ouvidos apenas em shows de comédia ou de auditório. A busca pela verdade deve ser ordeira e correta, assim como ela mesma o é. Chega de farsantes e vigaristas em nosso meio. Viva CRISTO, o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA (Go. 14,6)!

Que Deus Abençoe a todos e até o próximo post.

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