O “catecismo revolucionário” de Padre Beto

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Por Leonardo Bruno

Há pouco tempo descobri a existência do padre Beto, um sacerdote ativo no clero da diocese de Bauru, estado de São Paulo. Empenhado em promover um trabalho de comunicação efetivo, ele faz a divulgação de suas homilias e entrevistas em vídeos no youtube, mantém um site próprio na internet e páginas no facebook. Também participa do programa "Espaço aberto" na rádio Auriverde de Bauru nas noites de terças e quartas-feiras, com a finalidade de dialogar e esclarecer dúvidas dos ouvintes. Não é possível, portanto, duvidar da capacidade comunicativa do referido padre. Curiosamente, todas essas valiosas ferramentas são utilizadas para abordar diversos temas, exceto a doutrina católica. Explico: quase todo o trabalho de divulgação é voltado para expressar suas opiniões pessoais, cuja postura não se coaduna com os princípios da Igreja com a qual está teoricamente comprometido. Suas explanações defendem o politicamente correto, o afrouxamento do comportamento moral e de algumas regras de conduta cristãs e, por fim, uma defesa dos princípios culturais marxistas, tão presentes em nossas universidades. Quem imaginaria um padre da Igreja Católica defendendo casamento entre homossexuais, ideologia anticapitalista, dissolução das paróquias e até mesmo adultério consentido?

O padre chega a expressar idéias audaciosas e temerárias, muito próximas do luteranismo (no caso um luteranismogauche, enragès). Em um de seus programas de rádio, ele afirmou existir uma Igreja distinta da Igreja "oficializada" pelo Imperador Constantino. Entretanto, é necessário esclarecer que Constantino jamais oficializou Igreja alguma. Na verdade, ele apenas deu liberdade para os cristãos e demais religiões do Império Romano. Quem oficializou o Cristianismo como religião do Império foi o Imperador Teodósio. Na verdade, a idéia de uma Igreja Primitiva "idealizada", corrompida pela Igreja atual, não possui base histórica consistente. Tal informação foi produto da propaganda protestante, empenhada em legitimar sua teologia para combater a validade da fé católica. Nenhum católico ficaria espantado ao ouvir essa cantilena de um protestante. O problema é que o Sr. Beto se identifica como "padre" e "católico". É "padre", por assim dizer, entre aspas, pois é inacreditável que alguém com tal comportamento o seja de fato. Ele não tem aparência de padre, palavras de padre, pensamento de padre. Se ele não usasse a casula em suas missas, poderia ser confundido com um estudante de DCE acadêmico militante de qualquer partido de esquerda. Até mesmo ao usar a casula, a imagem de estudante de DCE acadêmico permanece.

A linguagem usada por Padre Beto é inadequada para professar os fundamentos da Santa Madre Igreja. Quem visitar o seu blog, perceberá a ausência da teologia católica em sua formação intelectual. Serão encontrados textos sobre a Patrística e a Escolástica em suas citações? Ou as obras místicas de Santa Teresa D´Ávila e São João da Cruz? Não. Serão Encontradas recomendações de leitura comumente exigidas nas universidades, dominadas por marxistas e secularistas: isto é, Michel Foucault, Nietszche e uma pitada leve de Escola de Frankfurt. E haja literatura ateísta e "espiritualidade laica" a la Luc Ferry! Se existe algum "misticismo" na cabeça do padre é a ladainha comunista da Teologia da Libertação.

Suas indicações de filmes são profanos, alguns de forte apelo LGBT. Nenhuma indicação de filmes católicos ou de histórias de santos e da Igreja tão importantes para um trabalho de catequização eficiente, com seus exemplos concretos de vida cristã devota. Falo aqui de bons filmes, como os dos papas João Paulo II, Pio XII, Paulo VI ou Irmã Pascalina, só para citar algumas personalidades do século XX. Há somente uma indicação de filme relacionado ao Vaticano, o "Habemus papam", produzido e dirigido por um ateu. "Habemus papam" aborda a condição humana de um pontífice eleito, a fraqueza e a recusa em assumir o dever que lhe é confiado, numa situação singular na qual o homem coloca seu desejo acima dos interesses da Igreja. A declaração do cineasta Nanni Moretti a respeito da cena de renúncia pública que encerra o filme foi a seguinte: é a prova de que "um simples gesto pode derrubar São Pedro e toda a Igreja". Obviamente isso não condiz com a verdade. Se a Igreja de Cristo sobreviveu ao longo dos séculos foi, em parte, graças ao sacrifício, dedicação e obediência de grande parte de seus membros e seguidores. Os católicos sobreviveram às perseguições do Império Romano. Sobreviveram às invasões bárbaras e islâmicas. Sobreviveram à Reforma Protestante, ao Iluminismo e à Revolução Francesa. E sobreviveram ao século XX de guerras, totalitarismo e genocídio. Graças a fé inabalável em Nosso Senhor!

Em um vídeo, o padre afirma que a Igreja deveria mudar, a fim de se adaptar à agenda gay. Ou seja, a Santa Madre Igreja pode jogar dois mil anos de pregação moral na lata do lixo da história para se adequar à ideologia do momento. E por quê? Segundo as palavras do padre, a ciência legitima o homossexualismo e a Igreja age por ignorância em não reconhecer essa questão, considerada elementar para ele.

Noutro vídeo observamos o padre usando uma camiseta estampada com o rosto de Ernesto Che Guevara. Qualquer pessoa relativamente bem informada a respeito da ditadura de Fidel Castro sabe que Che matou centenas de pessoas e ordenou a prisão e assassinato de tantas outras. Algumas foram mortas por suas próprias mãos, no quartel de La Cabaña, pelo único crime de discordarem das diretrizes do governo comunista recém instaurado no país. Ele era considerado o "Saint-Just" da revolução, numa alusão ao revolucionário francês que seguia fielmente os passos de Robespierre e o Terror das guilhotinas. Para o padre Beto, Che é Cristo, Cristo é Che. Ainda que os comunistas tenham transformado Igrejas em estábulos e milhares de padres fossem expulsos, fuzilados ou deportados para campos de concentração, Beto sabe de que lado está. Ao lado dos inimigos da Igreja e dos algozes contra seus mártires. De Che para Che, prefiro Chesterton. . .

A pergunta que não quer calar é: quem ordenou esse indivíduo sem o menor preparo para o sacerdócio? Qual bispo católico teve a coragem de colocá-lo em destaque numa diocese? E por que o bispo de Bauru não toma nenhuma providência contra esses abusos? Um enigma que clama a vingança dos céus!

Muitas pessoas não crêem no diabo. Como também negam a sobrevivência da Teologia da Libertação. A cegueira de alguns irmãos católicos é tão grande que bastaria abrir os olhos para ver os fatos. Infelizmente, o "padre" Beto é a realidade de uma parte significativa da Igreja Católica no Brasil: herética, cismática, anti-vaticanista e pró-comunista.

E isso é só a ponta do iceberg. Dele há outras declarações surpreendentes. Vejam as "pérolas" divulgadas em sua página de facebook, para os fiéis paroquianos e seguidores:

"O melhor caminho para a quebra de pré-conceitos é a amizade sincera com o diferente: o gay, o hetero, o negro, o branco, o estrangeiro, o pobre, o rico, o oriental, o ocidental, o católico, o evangélico, o umbandista, o ateu, etc".

Amizade sincera também é o amor à verdade e a Cristo, esperado de um clero sério. Mas o Sr. Beto, o "padre", é um clero fake. Ele teme falar a verdade ao mundo, para não desagradar. Ou seja, já perdeu sua fé, para atender ao mundo. Não diz o próprio Senhor que aquele que deseja conquistar o mundo perderá sua alma? Não é possível servir a dois senhores.

"As gerações de jovens não estão em um processo de educação para líderes, como se prega tanto pelas instituições educacionais privadas. Elas estão sendo educadas para serem massa de manobra, consumidores cegos, homens e mulheres que não pensam sobre o sentido da vida".

O que significa isso? As escolas privadas são más e devem ser estatizadas? O que seria uma educação para líderes? Líderes de qual natureza? Líderes do PC do B, do PT e do MST? A crítica parte de uma falsificação da realidade: a educação pública e privada brasileira está longe de formar capitalistas consumidores. Está muito mais próxima de produzir militantes socialistas a granel. Para um clérigo que reduz o sentido da vida a meras questões políticas, a vida perderá o sentido do mesmo jeito.

"Se milhões de crianças inocentes enfrentam fome ou enfermidades horríveis é difícil acreditar que Deus atua na história aumentando o sucesso de minha empresa ou curando alguns".

O padre Beto nega a atuação de Deus no mundo? Se existe o mal no mundo, Deus não pode curar alguns ou fazê-los prosperar? Está claro que os protestantes abusam das práticas milagrosas e de teologias da prosperidade. Porém, negar a atuação de Deus na história humana é absurdo. Os milagres de Jesus Cristo não podem ser artigos de fé, porque há miséria no mundo antes e depois de sua vinda? A cura de um doente ou a ressurreição de Lázaro não podem ser atuações de Deus no mundo por conta do sofrimento de outros? Parece existir um igualitarismo esquerdista até na teologia. Se Deus faz milagres para uns e não o faz para outros, é porque supostamente Deus é injusto? Vê-se uma perigosa lógica gnóstica: o mundo é mau pois Deus não atua nele. Se atua, o faz de forma incompleta. Ou melhor, o mundo material é dominado pelo demiurgo, pelo demônio, como uma espécie de deus.

A miséria do mundo não nega a atuação particular de Deus. Afirma-o, afinal a existência do mal prova também a existência do bem. Negar essa atuação é heresia. É falta de fé.

"Como Deus deixou a natureza desenvolver-se gerando suas próprias leis, Deus respeita a nossa liberdade de fazer nossas experiências e aprender com elas".

Deus não deixou a humanidade abandonada em suas "leis naturais". Reduzir Deus a um puro naturalismo é simplesmente negar a Revelação e sua ação sobrenatural. Ou pior, é negar o Deus da Revelação para cair no engano de um Deus da natureza, idéia comum aos maçons, deístas, panteístas e materialistas.

"Toda pessoa que ama maternalmente deseja que o outro tenha vida e o aceita como ele é ou deseja ser".

Jesus Cristo não aceitou que Maria Magdalena fosse prostituta. Disse: "vá e não peques mais!"

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"Como afirma Nietzsche, o importante, para nós, neste momento, não é a vida eterna, mas a eterna vivacidade".

Padre Beto não é uma pessoa ignorante em filosofia para afirmar uma tolice dessa natureza. Ele entendeu perfeitamente o que Nietzsche disse com a tal "eterna vivacidade": é a "vontade da potência", a busca da afirmação da vida através da força e da imposição do próprio ego, em detrimento dos fracos e de sua "moralidade de escravos". Não há nada de supreendente em ligar o filósofo alemão ao nazismo. Recordo-me do filme de Leni Riefenstahl, "Triunfo da Vontade", no qual as implicações niestzcheanas são mais que claras. É comum o admirador de Nietzsche afirmar que o nazismo deturpou a sua filosofia. Contudo, o nexo lógico das idéias acaba por conduzir ao mesmo. É uma questão de abrir espaço para as idéias e assim como para suas consequências.

Nietzsche rejeitava o Cristianismo pelo fato do cristão renegar a importância da temporalidade deste mundo em busca da vida eterna. Para ele, o cristão é uma espécie de incapaz, ao negar a própria vivacidade da existência – em nome de uma vida futura supostamente inexistente. Ou seja, a citação de Niestzche é a negação completa da missão salvadora de Jesus Cristo. É lamentável um padre citar um "filósofo" que prega a "morte de Deus", no que há de pior nele.

Pensar nesse sentimento bárbaro (vontade da potência) como superior à transcendência prometida por Deus pode ser uma demonstração de desprezo pela doutrina católica. Um padre preocupado apenas com os caprichos de uma época (e não com a vida eterna) está afastado de Deus. O momento presente não significa nada – se não existir a promessa de Deus. Todos nós pereceremos na temporalidade. Sobra-nos o niilismo nietzscheano, um pseudo-filosófo rancoroso que morreu insano. É lamentável que o "padre" Beto perca a fé na transcendência. A sua falta de fé representa o sinal cabal da decadência de nosso clero. Um clero que despreza a eternidade pelos vãos artifícios do momento. Como no romance de Eça de Queiroz, "O Crime do Padre Amaro", torna-se tão somente padre carreirista de ocasião.

Não surpreende que Padre Beto respeite o charlatão Michel Foucault, outro admirador de Niestzche e da ditadura iraniana de Aiatolá Khomeini. As idéias confusas se equiparam. E a doutrina católica é jogada pelo ralo da paróquia.

"é preferível arrepender-se do que fazemos, do que amargurar-se com o que poderíamos ter feito e não fizemos".

Essa lógica é engraçada. Se alguém, possuído pelo ódio, desse um soco na cara do Padre Beto, seria melhor se arrepender do que evitar fazer o mal? Se um homem dominado pela concupiscência violentasse uma mulher, seria melhor ele se arrepender da prática, em vez de se negar a fazê-lo? Poderíamos ir mais longe: se uma pessoa mata outra, é melhor se arrepender de ter tirado a vida do que ter preservado a vida da vítima? Nem preciso dizer que a frase acima é puro nonsense. É qualquer coisa, menos visão de padre. Está mais para visão de satanista (ou de miguxos).

"Muitos pais fecham os olhos para a realidade de seus filhos, homens e mulheres não querem enxergar a verdadeira situação de suas relações amorosas, trabalhadores não desejam compreender o quanto estão sendo lesados em seu trabalho e cidadãos se mantêm alienados em relação à atuação do governo em suas vidas. Tudo isso leva a uma vida pobre e medíocre".

Certos "Padres" fecham os olhos para a doutrina da Igreja e para a situação de suas paróquias. . .suas vidas também são medíocres. . .

"Infelizmente, vivemos em uma sociedade da imagem, na qual preferimos manter as aparências do que viver na sinceridade dos fatos que realmente acontecem".

O Sr. Beto é um exemplo de pessoa que deseja manter as aparências: tem discurso comunista, petista, secularista e apresenta-se como padre. Prega pensamentos e filosofias que são contrários aos ensinamentos da Igreja Católica Apostólica Romana. E ele está consciente disso. De fato, a hipocrisia é realmente triste. O Sr. Beto é uma imagem caricatural de padre. Não só o hábito faz o monge. . .

"Não somos felizes quando estamos alegres, mas quando vivemos uma vida significativa".

Padre Beto aprendeu essa frase no Catecismo da Igreja Católica ou em algum livro de auto-ajuda?

"É fundamental entender que paz não é uma situação alcançada simplesmente por uma via religiosa ou espiritual, mas ETICA".

O padre esqueceu a Graça Divina que transforma o pecador em homem reto? A via religiosa e espiritual é desprezível? Deus não pode mais modificar as nossas vidas? Quem disse que a ética busca a paz? Uma pessoa com dramas de consciência não busca apenas pela "paz", mas sim pelo que é certo conforme os juízos do Altíssimo e da lei natural. Além disso, o conceito de "ética" pode ser entendido nesse caso como "ética secular". Porém, o padre inverte o raciocínio: a vida social e política é eticamente superior à vida religiosa e espiritual em Deus. Novamente o padre parece ambicionar conquistar o mundo e perder a sua alma. Sua concepção politizada de "ética" é uma ignomínia perfeitamente aceitável para Hitler ou Stálin, não para um católico verdadeiro.

"Meditação e oração ajudam, mas a paz é construída essencialmente através de uma ação política e social".

Aparentemente o padre se esqueceu da máxima cristã que diz: "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Crer que a paz deste mundo acontecerá apenas pelas vias da política e da sociedade demonstra um sinal evidente de secularismo. Apenas a política e a sociedade não salvarão o homem do pecado e de suas faltas. A "paz" na política pode perfeitamente ser o silêncio dos cemitérios e dos paredões de fuzilamento. Essa é a consequência lógica da "paz" reduzida a uma finalidade política. Se assim fosse, o beato João XXIII não teria conseguido – como representante da Igreja de Cristo – evitar uma guerra nuclear num período turbulento de seu pontificado.

"A paz de consciência está intimamente ligada à paz familiar que não se desvincula da paz social".

Jesus Cristo nunca nos exortou "paz de consciência", mas amor à verdade. Quem acha que deve ter "paz de consciência" para se adequar à família ou a "paz social" segue a ética de Caifás e Barrabás, não a de Cristo. Stalin tinha "paz de consciência" quando matava milhões de pessoas. Declarou dormir tranquilamente ao ordenar a eliminação dos inimigos. Pol Pot era outra figura calma e serena. Quando foi questionado sobre o motivos da exterminação de milhões de pessoas, respondeu: – Houve erros.

Quem tem "paz de consciência" na família e na coletividade não possui consciência alguma. Carl Lewis já dizia: quem desejar procurar paz numa religião, não busque o Cristianismo.

O padre também tem mania de terapeuta sexual de famílias católicas à moda de Marta Suplicy. Em um vídeo publicado no youtube, ele diz:

"Eu diria para você, que uma pessoa que tem um relacionamento extraconjugal e que este relacionamento é aceito pelo cônjuge, aqui existe fidelidade".

Curioso esse "argumento" do "padre": o casamento não é um sacramento de fidelidade para com Deus, quando duas pessoas se unem para ser uma só carne. É sim um contrato civil qualquer, no qual a libertinagem é válida enquanto houver consentimento mútuo. Adultério, casa de swing, sexo grupal, promiscuidade, pornografia, tudo é possível se existir clareza e acordo entre os casais. Deve ser o sinal de "transparência" entre os cônjuges. A leviandade desse padre é alarmante. Na prática, ele é "padre" assim como o outro Betto, o comunista, é "frei". E isso porque ele acha que o "homossexualismo é um dado científico"! Logo, a prática homossexual não constitui pecado. Quem peca é a Igreja por não reconhecer o homossexualismo como "amor". Nas palavras dele, o Espírito Santo não sopra mais na Revelação Divina e sim na ciência!

Depois dessas observações, não duvido que o referido padre faça papel de vítima de uma "perseguição" de católicos "fanáticos", "intolerantes" e "agressivos". Claro está que se tornará cada vez mais apóstata da Igreja para se transformar em um "mártir" dos "progressistas" (leia-se, comunistas e socialistas). A Igreja não precisa ter inimigos externos com um clero dessa envergadura. A inimizade a Cristo está entre nós.
Esperemos que as autoridades eclesiásticas superiores tomem providência para a preservação da sã doutrina. Porque na prática, a fé sem obras é morta e a casula sem a Igreja no coração é apenas um figurino de ópera bufa.

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