Inverta! Esse é o lema do bom revolucionário

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Inversão revolucionáriaSegundo Dr. Plínio Correia de Oliveira no seu livro Revolução e Contrarrevolução, “Damos a este vocábulo (revolução) o sentido de um movimento que visa destruir uma ordem legítima e pôr em seu lugar um estado de coisas (intencionalmente não queremos dizer ordem de coisas) ou um poder ilegítimo”. Também nos diz o filósofo Olavo de Carvalho que a proposta revolucionária consiste sempre em sugerir uma “ ideia de um futuro (nova ordem politica, social, religiosa, etc.) a ser realizada mediante a concentração do poder”.

Podemos resumir, ainda que de maneira bem rudimentar, que o método básico do revolucionário de alcançar seus objetivos parte da Inversão da Realidade para que assim possam obter a concentração de poder. O fracasso das revoluções que ocorreram durante boa parte do século XX mostrou aos revolucionários que a concentração de poder mediante a força bruta não é um meio eficaz para implantação da revolução no ocidente. Entretanto, a inversão da realidade com objetivo de destruir culturalmente a civilização, principalmente da moral e dos bons costumes, mostrou-se uma maneira muito mais eficaz para esta tarefa.

Na perspectiva católica, essa inversão afeta de maneira extremamente nefasta os verdadeiros fiéis, gerando desorientação e escândalo. Muitos usurpadores que falsamente alegam ser cristãos confundem as pessoas com doutrinas heréticas, mentiras e fraudes, fazem questão de expor de maneira excessiva e injusta problemas que ocorrem dentro da Igreja, provocados muitas vezes por agentes inimigos infiltrados, como aconteceu com os pedófilos que foram infiltrados na Igreja desde a década de 60, conforme nos relata o jornalista judeu Michael Rose no livro Goodbye, Good Men.

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O texto abaixo serve o fato que na mente de um revolucionário os fatos não existem, mas apenas a construção abstrata e arbitrária que melhor lhe agrade, ainda que pra isso ele tenha que suprimir, distorcer ou até mesmo inventar fatos. Não é atoa que a mentalidade revolucionária é uma sociopatia grave, pois ignora qualquer tipo de restrição que os acontecimentos possam impor-lhe.

Vejamos o comentário do professor de filosofia e “católico” Alcino Eduardo, publica do post Resposta ao artigo publicado por Jean Wyllys no site da revista CartaCapital:

Um amigo me pediu para este artigo e dar-lhe minha opinião, como professor de filosofia e como católico, que sou. Por causa disto, tive de ler o artigo inicial, do deputado. Um alerta a todos, parece que o Papa não disse o que dizem que disse, e tanto o deputado como o articulista acima tomam por aceito que ele disse. Por outro lado, o Papa publicamente discorda da adoção, pelos países, do casamente homossexual civil. Para ir ao ponto, achei o artigo do deputado muito bom, bem construído, com um argumento forte (o de que o casamento civil homossexual não atenta contra a humanidade nem contra a família – permitir que pessoas não católicas do mesmo sexo se casem no civil não tem essas consequências desastrosas de modo algum – e deve ser aceito por causa da igualdade entre as pessoas). E a resposta acima, do Sr. Rodolpho Loreto? Bom, sinceramente, e peço desculpas por dizer, é bastante falaciosa (por exemplo, muitas vezes ataca a pessoa do argumento e não o argumento, o que é não é um modo bom de argumentar), deixa de responder aos pontos centrais (que se o casamento gay for aprovado, não se conclui que todos só se casarão desse modo… por exemplo), e aceita a autoridade da tradição ou do próprio Papa, como critério exclusivo, o que não é necessário, ao menos se queremos ser autocríticos e um pouco mais modernos. Eu mesmo, como católico, penso que a Igreja está errada na condenação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. No máximo deveria condená-lo como pecado e para quem quer seguir toda a orientação da Igreja, mas disso não resulta que deva tentar impor tal visão aos outros através do Estado.

Notem que o professor começa seu comentário com a frase “…dar-lhe minha opinião, como professor de filosofia e como católico, que sou”. Notem que sua intenção é iludir o leitor para que seu comentário não pareça ofensivo e difamador, mas sim de alguém que conhece bem o problema, com autoridade suficiente para falar no tema, principalmente por ser um professor de filosofia e um católico. Em seguida ele tenta tirar a credibilidade do articulista, dando a impressão de que não houve cuidado na apuração dos fatos. Esta técnica procura rebaixar a credibilidade do leitor no articulista e exaltar-lo como o verdadeiro “arauto da verdade”. Esta manobra pueril contrasta com os dois seguintes fatos omitidos:

  1. A informação de que o Papa não havia dito que o amancebamento homossexual legalizado pelo Estado era uma ameaça à sociedade veio a público uma semana depois deste artigo ser publicado. Esta informação foi divulgada assim que houve ciência da mesma, como podemos ver neste link.
  2. O propósito do artigo foi responder às declarações do senhor Jean Wyllys em seu artigo publicado no site da revista CartaCapital e não comentar as declarações do Santo Padre. Esta intenção fica clara inclusive no próprio título do artigo.

A seguir, o professor Alcino escreve “Por outro lado, o Papa publicamente discorda da adoção, pelos países, do casamente homossexual civil.” Ou seja, mesmo partindo de uma premissa errada, ainda que por indução premeditada da mídia esquerdista mundial, o senhor Jean Wyllys está coberto de razão ao criticar o Santo Padre, mesmo que para isso cometa uma enxurrada de crimes de calúnia e perjúrio. Resumindo, os fins justificam os meios. Mais uma clara inversão da realidade.

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