Falando de Ecumenismo

falando-de-ecumenismo

Falando de Ecumenismo

A palavra “ecumênico” sempre foi usada pela Igreja Católica no sentido de uma reunião do conjunto dos bispos. Dessa forma, um Concílio que reúna os bispos católicos do mundo todo é um concílio ecumênico, mesmo que seja uma reunião só de católicos.

Foi no final do século passado que a palavra “ecumenismo” passou a ser utilizada para definir um movimento surgido nos meios protestantes, buscando a reunião de todas as seitas protestantes.

Nossa Igreja Católica, há muito, pede a Unidade Cristã: Promover a reintegração de todos os cristãos na unidade é de fato a vontade de Jesus Cristo. A Igreja expressou essa vontade através do Concílio Vaticano II, Decreto Unitatis redintegratio, Roma – novembro de 1964, do qual retiramos o seguinte trecho:

“ todo aquele que acredita em Cristo, mesmo que não pertença à Igreja católica, encontra-se em algum tipo de comunhão com a verdadeira Igreja. Não existe ecumenismo verdadeiro sem uma conversão interior ; e a Igreja Católica é a plena depositária da palavra e das graças divinas .As demais igrejas devem dela aproximar-se na comunhão da graça.

O Catecismo da Igreja Católica diz que todos os batizados são verdadeiros cristãos e que devem ser reconhecidos pelos católicos como “irmãos no Senhor” (CIC 1271).

Assim, embora a Igreja Católica tenha sido fundada por Cristo como única, existem diversas denominações cristãs e a Igreja Católica busca acolher a todos.

Ecumenismo é aproximação, cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre católicos, ortodoxos, os protestantes. Mas como superar tais divisões?

O Concílio Vaticano II deseja que as iniciativas dos filhos da Igreja Católica progridam em conjunto com as iniciativas dos irmãos separados. Todos nós somos chamados a viver a proposta do ecumenismo: todos juntos, um só povo, no amor de Cristo.

O Ecumenismo é também um convite ao Diálogo Religioso entre as Igrejas Cristãs, e a uma Nova Evangelização.

Todavia, a própria palavra Ecumenismo gera confusão acerca do seu significado. Eis o motivo pelo qual é preferível falar em “Unidade Cristã”, do que falar em Ecumenismo.

A palavra Ecumenismo orienta ao universal, global. Basta verificar em um dicionário.

Nesse sentido, o ecumenismo religioso seria a reunião de todas as crenças, cristãs ou não.

A Santa Igreja Católica NÃO usa essa definição de ecumenismo. Orienta e sempre orientou à superação das divisões para a União em Cristo, na Santa Igreja. E não à união de todas as crenças, não à criação de uma nova religião de uma nova Igreja “universal”, de uma Igreja “holística”!

As divisões contrariam a vontade de Cristo, e dificultam a pregação do Evangelho a toda criatura. Eis apenas um dos motivos pelos quais a unidade cristã se faz urgente.

A Igreja Católica é, como diz o seu nome, a única e universal, a única realmente ecumênica, aberta a todos os homens, de todas as nações, de todas as culturas e línguas, de todos os tempos. É a única e verdadeira, porque de origem Divina.

Há ainda a necessidade de superar as divisões dentro da própria Igreja: A falta de união entre os católicos enfraquece a Igreja e fomenta a apostasia.

A propósito, declara o Secretário da Conferência Episcopal Espanhola, Pe. Juan Antonio Martinez Camino:

“A Igreja necessita viver um “ecumenismo intra-católico”.

MADRI, 26 de junho de 2003 (ZENIT.org).- A comunhão na Igreja tem hoje dois desafios: um “ecumenismo intra-católico” e uma “comunhão nos conteúdos”, considera o secretário da Conferência Episcopal Espanhola.

Em uma entrevista concedida à edição desta quinta-feira do semanário Alfa y Omega, o padre Juan Antonio Martinez Camino aborda as duas condições indispensáveis para que a Igreja possa realizar-se como tal e cumprir com sua missão.

O primeiro requisito da comunhão –ao que reconhece qualificar “com um adjetivo chocante”- é o “ecumenismo intra-católico”, segundo o sacerdote.

Na Igreja há uma atividade grande, o Espírito Santo não está dormindo; há novos carismas e há uma readaptação e redefinição de antigos carismas e instituições, constata em declarações ao semanário da arquidiocese de Madri.

“Mas aqui necessitamos um ecumenismo intracatólico, uma aceitação cordial de todos no fundamental, que é nossa união a Deus em Cristo por meio de seu Espírito, que hoje nos anima e põe a todos e a cada um, segundo nosso estado, em pé de evangelização”, assegura.

“Necessitamos realmente da comunhão na caridade entre os distintos grupos eclesiais –insiste–. Sem este testemunho de unidade, não somente de respeito formal que em alguns casos já seria suficiente, sem este testemunho, é difícil a evangelização e o testemunho cristão”.

E esclarece: a comunhão na caridade entre os diferentes grupos não é disputada com a pluralidade, com o sadio pluralismo de iniciativas e de instituições na Igreja.

O segundo nível da comunhão que necessita a Igreja, é segundo o secretário do episcopado espanhol, “a comunhão nos conteúdos, na mensagem, na doutrina”.

“Esta comunhão, sendo fundamental, continuará avançando na medida em que avancemos na comunhão da caridade. São coisas distintas, mas vão absolutamente unidas”, adverte.

“A comunhão no Evangelho que pregamos, que é o próprio Jesus Cristo, como não é uma pura doutrina, faz que quando estamos unidos em uma comunhão doutrinal viva e verdadeira, estamos unidos em Cristo e estamos unidos na comunhão entre as instituições, carismas e grupos na Igreja”.

O Falso Ecumenismo

Atualmente, muitos substituem a expressão “Sou Católico Apostólico Romano” pela expressão “Sou Católico Ecumênico”.

Porém, alguns utilizam esta expressão para refletir um catolicismo que absorve conceitos de outras religiões, mesmo não cristãs, praticando-os.

Este é o principal perigo: muitos acabam entendendo o ecumenismo de forma errada, e acabam concebendo-o exatamente como o falso-ecumenismo propõe.

Assim, é de extrema importância distinguirmos o Falso Ecumenismo do Verdadeiro Ecumenismo.

O falso ecumenismo é completamente diferente da noção católica de ecumenismo.

O ecumenismo, como dito anteriormente, sempre teve na Igreja a conotação de algo relativo a uma reunião de toda a Igreja, e atualmente, as iniciativas católico-ecumênicas podem ser entendidas como a busca pela Unidade Cristã. Na Igreja de Cristo. Desta forma, o Verdadeiro Ecumenismo reflete a Unidade Cristã, na Igreja Católica, e NÃO significa uma reunião de todas as religiões, cristãs e não cristãs.

Aqui no Portal Anjo, encontramos diversos alertas sobre o movimento New Age, nos quais podemos observar que há de fato uma grande ligação entre o movimento New Age e o Falso Ecumenismo que está se enraizando.

O Diálogo Inter-religioso

Nós católicos devemos ter em mente que a finalidade do Diálogo Inter-religioso é buscar a Unidade em Jesus Cristo, a pedido Dele mesmo. Ele não quer ser sinal de divisão, mas QUER SER SINAL DE UNIDADE. Eis o sentido da unidade cristã, que é o verdadeiro ecumenismo.

Qualquer diálogo inter-religoso só será válido se colocado nestes termos. Do contrário, estará servindo de alimento a outros propósitos, saliente-se, contrários ao Cristianismo e contrários à Igreja Católica.

Temos visto diálogos inter-religiosos com grupos religiosos não cristãos (religiões de origem africana e indígena, religiões orientais, etc.), alguns usam para o diálogo inter-religioso a palavra “macroecumenismo”.

Devemos entender que não somos nós cristãos que temos de absorver conceitos de outras religiões, sobretudo de espiritualidades não cristãs.

Por vezes, há certo exagero na busca do entendimento, acolhimento ou simpatia com outros grupos religiosos, ocasionando sérias mutilações na expressão clara do mistério da fé católica, e levando ainda a concessões indevidas quanto às exigências objetivas da moral católica.

Ecumenismo não é buscar a unidade a qualquer preço.

E é o que está ocorrendo, uma verdadeira inversão absurda, bem semelhante ao Falso Ecumenismo preconizado pelo New Age, inversão que contraria toda a finalidade do diálogo inter-religioso.

O próprio movimento da Nova Era é um coquetel de crenças. O Falso Ecumenismo, seria a nova Religião da Nova Era, Universal, Holística.

O movimento da Nova Era (New Age) diz que é responsável pela consumação da escatologia cristã, pregando o ecumenismo como uma religião universal para o futuro, que englobará todas as demais, e essa nova religião tem dentre seus objetivos velar pela Terra (na verdade prega a Ecologia Profunda e a adoração a Gaia, Mãe Terra, como deusa), a paz, enfim, sabemos dos engodos que representam algumas expressões utilizadas pelo movimento.

Assim, o movimento New Age anuncia o fim das religiões e o nascimento de uma nova religião mundial, fundada em um novo amanhecer das faculdades paranormais na evolução da consciência do homem a um grau superior e na harmonia com o “cosmos”, com a natureza e com o divino, para chegar à nova era de unidade e de paz sob o signo astrológico de aquário, que guiará os homens com a ajuda de um novo cristo que irá manifestar sua divindade interior.

O objetivo é promover, a partir da unidade espiritual, o que chamam de “A Nova Ordem Mundial”, uma unidade política e econômica, com o mundo sendo guiado por um só líder mundial .

A criação de uma nova religião mundial única implicaria imediatamente a proibição de qualquer outra religião. Significa o fim do cristianismo. A proibição de ser cristão.

Então, onde está liberdade religiosa que pregam, se claramente se opõem ao cristianismo?

A finalidade do movimento é destruir o cristianismo, fazendo com que as pessoas entendam – sobretudo o catolicismo – como uma religião discriminatória.

Por mesclarem diversas religiões não cristãs, sobretudo espiritualidades orientais não cristãs, não concordam com o conceito de arrependimento, de pecado, acreditam que possuem parcela da divindade, que são divinos, e essa sabedoria, esse “autoconhecimento”, é o suficiente.

Julgam não precisar de redenção, e, portanto, de Cristo.

Acreditam que reencarnam e que por isso, não precisam de Salvação,.

Não acreditam em culpa. Em bem e mal.

Veja também

Oração? Não. Eles acreditam no poder do pensamento positivo. Acreditam que o homem pode todas as coisas, porque é “divino”.

Têm, ademais, outro conceito a respeito do próprio Deus, Nosso Pai e Criador. Não O concebem como Pai, como Criador, mas simplesmente como uma energia, força, ou “ser”, que está fragmentada em diversas partes, na natureza, no cosmos e no próprio homem.

E englobam todas as religiões, exceto o cristianismo.

Sua amplitude é imensa, desconhecida por muitos que julgam que o “movimento nova era” é algo alheio, distante. Ele está muito presente e conta com o apoio de pessoas importantes, algumas conhecidas inclusive no meio católico.

Estejamos atentos!

Como, pois, caríssimos, encontrar alguma semelhança com o Cristianismo? Existem diferenças, mas jamais semelhanças e pontos em comum, no que tange ao cristianismo e religiões não cristãs. Repito, não existe NENHUMA semelhança!

E em geral, adeptos do movimento New Age, bem como adeptos de religiões não cristãs (o movimento New Age engloba muitas religiões não cristãs, incluindo budismo, hinduísmo, etc.) encaram o cristianismo como uma religião retrógrada, primitiva, decadente.

Facilmente podemos perceber que é um movimento anticristão, e que excluir o cristianismo da mentes e dos corações faz parte da “nova consciência” do New Age.

Eis o principal motivo da necessidade da Unidade Cristã:

“Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os

principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças

espirituais do mal (espalhadas) nos ares.” (Ef. 6, 12)

Em alguns sites católicos, podemos observar espaços dedicados ao diálogo inter-religioso, nos quais falam de budismo, por exemplo, além de outras espiritualidades anticristãs.

Alguns padres, conscientes ou não, incentivam, e até promovem esse falso ecumenismo.

Falar que são espiritualidades anticristãs pode até parecer uma expressão “pouco ecumênica”, porém, sabemos:

….Não vos escrevi como se ignorásseis a verdade, mas porque a conheceis e

porque nenhuma mentira vem da verdade. Quem é mentiroso senão aquele que

nega que Jesus é o Cristo? Esse é o anticristo, que nega o Pai e o Filho.”

(João, 2: 21)

Ora, todas essas “espiritualidades” negam o Pai e o Filho.

Sendo assim, podemos realmente afirmar que são espiritualidades anticristãs.

Este é o falso ecumenismo.

De fato, não pode haver ecumenismo que parta da fusão de religiões cristãs e não cristãs, pois a Unidade deve ser Cristã. Em Cristo. E mais: Na Santa Igreja Católica.

O verdadeiro Diálogo Religioso consiste em, como Cristo, e em Cristo, ir em busca da ovelha afastada, trazer para a Igreja aqueles que estão fora dela.

O Concílio Vaticano II pede, como norma pastoral, que isto seja feito.

Mas por qual motivo o diálogo inter-religioso está alcançando religiões não cristãs?

Segundo o Santo Papa João Paulo II, o diálogo inter-religioso nesse sentido faz parte da missão evangelizadora, pois implica um profundo respeito à cultura, e faz parte da missão fundamental da Igreja de anunciar Cristo, único salvador. O Papa enfatiza que ao despedir-se de seus discípulos, Jesus lançou a eles um convite e um desafio de proclamar pelo mundo a Boa Nova.

Nesse sentido foi o seu encontro com os bispos da Índia.

Assim, a evangelização é uma tarefa que todos os membros da Igreja partilham em virtude de seu batismo.

Trata-se de ANUNCIAR CRISTO, evangelizar respeitando as diferenças culturais, evangelizar também aos não cristãos.

Assim, repita-se, o objetivo é evangelizar, e NÃO absorver conceitos completamente opostos ao cristianismo, porque sem dúvida, isto é FATAL. Tal inversão deve ser rejeitada.

Conhecer as demais religiões não quer dizer que devemos abandonar nossa fé católica e compartilhar de seus conceitos.

Em relação às demais religiões cristãs, significa perceber os reflexos da verdadeira fé cristã que estão contidos em cada uma, para, a partir destes reflexos, incentivá-las a uma unidade cristã.

Muitas iniciativas ecumênicas (ou pseudo-ecumênicas) confundem os católicos, levando-os a absorverem noções de um falso ecumenismo, fundamentado, como dissemos, em uma falsa tolerância e em um falso conceito de caridade (não fundamentado na fé), fazendo, assim, com que entendamos o ecumenismo com a reunião de todos, mesmo não cristãos convictos e ateus, quiçá adoradores do adversário, por assim dizer.

As pessoas acreditam que é correto, pois Jesus pregou a unidade e o amor ao próximo, sem notar, contudo, que o falso ecumenismo traz uma disfarçada aparência do que seja reto!

“Há caminhos que parecem retos ao homem, e, contudo, o seu termo é a morte.”

(Provérbios 16:25).

Sabemos, mas não custa repetir:

O Ecumenismo não é a modificação da fé católica. Não se trata de mudar o significado dos dogmas, de adaptar a verdade aos gostos de uma época!

Ser desleal para com a Santa Igreja para viver em “paz” com o mundo (uma falsa paz), perder o espírito crítico em favor do que o mundo (e não Deus) julga “politicamente correto” são traços do falso ecumenismo: Um Falso Ecumenismo, alicerçado em uma falsa noção de amor, tolerância, e caridade, que cresce de forma assustadora, e ganha a adesão de muitos católicos.

Nós, católicos, não podemos entender o ecumenismo como renúncia a nossa fé, nem a uma mínima parte dela que seja.

O Papa Pio XI lembrava que a única religião verdadeira é a católica, e que a Igreja de Deus tem que ser visível, enquanto que os ecumênicos “julgam que a Igreja perceptível é uma federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes cada uma delas a doutrinas opostas entre si” (Pio XI, Mortalium Animos, 8).

Cumpre salientar: No Brasil, já existe o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), com seu CREDO APOSTÓLICO ECUMÊNICO:

Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo. Nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos. Ressuscitou ao terceiro dia. Subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Universal, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo, na vida eterna. Amém.

Essa noção falsa de ecumenismo que vem sendo disseminada nada tem a ver com a noção católica de ecumenismo.

A Santa Igreja, infalível que é, jamais fomentaria um ecumenismo que orientasse à construção de outra Igreja. Que promovesse confusão de crenças, confusão dos corações. Que renunciasse os próprios dogmas.

Em relação ao Ecumenismo, ou melhor dizendo, à Unidade Cristã, e ao legítimo diálogo religioso entre cristãos, é essa a caridade que todo católico deve objetivar: trazer à Igreja os cristãos para que tenham acesso aos Sacramentos e à Verdade. Esta é a Nova Evangelização.

Pois é inegável que existem seitas, cada qual com seus preceitos, que inventam e reinventam a Palavra de Deus, que inventam e reinventam um outro Jesus, e que não raro afastam as pessoas da verdade cristã.

Quando nossos irmãos abandonam o verdadeiro Jesus Cristo e inventam seu próprio “Jesus”, negam a graça da conversão, separando-se de Deus.

O Santo Papa João Paulo II, através de organizações com este objetivo, trata desta nobre missão no âmbito mais amplo, buscando fazer com que seitas e grupos cismáticos voltem à Igreja.

De fato, vários grupos abandonaram seus erros e voltaram à fidelidade e obediência ao Romano Pontífice.

A nós cabe fazê-lo individualmente: trazendo amigos, conhecidos, vizinhos, etc. de volta à Igreja Católica, de volta a Cristo, de volta à possibilidade de Salvação.

Eis a caridade fundamentada na fé.

Só assim haverá um só rebanho e um só Pastor.

Texto: Rebecca Pupo – [email protected]

Colaboração da amiga Patrícia Gontijo – [email protected]

Mais para você:

Deixe seu comentário