comissao_etica_contra_clonagem

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18 de novembro, 2000 7:58

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Utilizar a atual técnica de clonagem para ajudar casais inférteis a terem filhos poderia ser precipitado e antiético, afirmou a comissão de ética da American Society of Reproductive Medicine (ASRM).
A mesma técnica que produziu a ovelha Dolly, o primeiro mamífero a ser clonado, em 1997, poderia auxiliar algumas pessoas a terem filhos, mas é muito cedo e inseguro, criticou o grupo de consultores sobre ética na reprodução norte-americano.
“Qualquer tentativa de usar a transferência nuclear de células somáticas para clonar um ser humano no momento é cientificamente prematura e antiética”, disse o co-presidente da comissão, John Robertson.
“No entanto, deve-se permitir a continuação dos esforços de pesquisa relacionados e os membros da comunidade ética deveriam continuar a discutir sob que circunstâncias, se é que existe alguma, seria ético”.
A transferência nuclear de células somáticas envolve a retirada do núcleo do óvulo e sua substituição por um núcleo que carrega a maior parte do DNA de outra célula. O método pode ser usado para clonar um animal, como a Dolly, e vários ratos, porcos, vacas, entre outros, foram reproduzidos dessa forma. Mas a técnica também possibilitaria a mulheres inférteis terem uma criança que é geneticamente dela, ou ajudar um homem estéril a ter um filho que seja virtualmente idêntico a ele.
“Na medida que a segurança da reprodução por transferência nuclear de célula somática ainda for imprecisa, as questões éticas insuficientemente exploradas e os casais inférteis terem outras alternativas para concepção, o uso de tal técnica por profissionais médicos não irá de encontro com os padrões éticos aceitáveis”, acrescentou a comissão.
Em geral, grupos médicos e éticos acham que as experiências que envolvem embriões de seres humanos margeiam condutas antiéticas, contudo, há um debate cada vez mais amplo sobre o uso de embriões mortos, inclusive os abortados e fetos.
“Além das importantes considerações sociais e psicológicas, qualquer médico que atualmente participace de clonagem humana estaria fazendo experimentações sem ter percorridos os necessários estágios iniciais de testes bem-sucedidos em animais e a aprovação da Institutional Review Board (IRB)”, disse o presidente da ASRM, Michael Soules.
“Seria tanto um comportamento aético como não-profissional”, concluiu.

Fonte: Folha On-Line

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