Bater ou não bater palmas na Missa fará diferença em nossa vida espiritual?

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Sim, fará. Lembram do ditado “lex orandi, lex credendi”? A lei da oração é a lei do que se crê?
Nossas atitudes na Missa refletem o que cremos a respeito dela, o conceito que da Missa temos. Assim, uma atitude pouco relacionada com o aspecto sacrifical da Santa Missa mostra que não temos assim tanta convicção de que seja realmente um sacrifício. Às vezes temos essa idéia de que é um sacrifício apenas no discurso, sem aprofundar realmente as conseqüências dessa fé.

“Eis o meio mais adequado para assistir com fruto a Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.” (São Leonardo de Porto Maurício. Tesouro Oculto)
Reflitam nas palavras de São Leonardo de Porto-Maurício, sobre o melhor modo de assistir a Missa: como se estivéssemos indo ao Calvário. Não fui eu quem disse!
Tudo, na Missa, deve se ordenar para o essencial. Nada deve fugir a isso, sob pena de esquecermos que a Missa é um sacrifício.
A melhor forma de transmitir a Fé Católica, a Tradição e, principalmente, aquilo que é a Santa Missa, ou seja, seu caráter sacrifical tanto esquecido pela desobediência do princípio descrito no parágrafo anterior, é a fiel observação de certas normas, expressas nos documentos eclesiais e nas rubricas dos livros litúrgicos. No rito romano, os livros por excelência, onde se encontram os formulários da Missa e o modo de oferecê-la, são o Missal Romano e o Pontifical Romano, ambos restaurados e reformulados após o Concílio Vaticano II, para
“exprimirem mais claramente as realidades sagradas que significam” (Constituição Apostólica de Sua Santidade, Paulo VI, “Missale Romanum”, de 3 de abril de 1969)
O uso adequado dos paramentos, o correto oferecimento da Missa, e a obediência irrestrita às rubricas não devem ser causa para que pensemos estarmos atrelados a uma forma fria de religiosidade. Pelo contrário, essa fidelidade, por apontar para o sacrifício, a ele se ligar, e por melhor demonstrar ao povo esse caráter da Santa Missa – eis a razão do seguimento de certas normas – dá a legítima idéia de submissão, piedade e unção, além daquilo que é mais substancial: protege a Missa de falsos conceitos daquilo que ela não é, e inculca na mente dos católicos e dos não-católicos aquilo que ela é – um verdadeiro e real sacrifício, o mesmo do Calvário, oferecido por Cristo para o perdão dos nossos pecados.

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