Ataques a igrejas durante missa de Natal causam mortes na Nigéria

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Uma explosão nos arredores de uma igreja em Madala, cidade satélite a 40 quilômetros da capital da Nigéria, Abuja, matou pelo menos 27 pessoas. Outras explosões foram notificadas, ainda sem notícias sobre vítimas.

Foto: Reuters
Carros destruídos por bomba que explodiu em frente a igreja e causou dezenas de mortes na Nigéria
O grupo islâmico Boko Haram assumiu a responsabilidade. O movimento  tem como objetivo impor a lei islâmica, a Sharia, em todo a Nigéria, onde a população é dividida de forma relativamente igual entre cristãos e muçulmanos, instensificou suas táticas neste ano e aprimorou a sofisticação de seus explosivos.
A Igreja Católica de Santa Teresa  estava lotada quando uma forte bomba explodiu durante uma missa de Natal. “Estávamos na igreja com minha família quando ouvimos a explosão. Nós simplesmente corremos para fora”, disse Timothy Onyekwere à Reuters. “Agora não sabemos onde estão meus filhos e minha esposa. Não sei quantos morreram, mas havia muitos mortos.”
Horas depois da primeira bomba, explosões foram registradas na Montanha de Fogo e na Igreja dos Milagres, em Jos, cidade de mistura étnica e religiosa na região central da Nigéria, e em uma igreja em Gadaka, cidade localizada no norte. Moradores disseram que muitos ficaram feridos em Gadaka.
A polícia encontrou outros dois explosivos em Jos, que os oficiais desativaram. Um homem também foi preso em ligação ao incidente.
Moradores na cidade de Damaturu, no nordeste do país, também informaram de duas outras explosões, mas maiores informações não estavam imediatamente disponíveis.
O Boko Haram – que em hauçá, idioma do norte da Nigéria, significa “Educação ocidental é pecado” – é vagamente inspirado no movimento do Taliban, no Afeganistão. A seita foi culpada por uma dúzia de explosões e tiroteios no norte do país, e assumiu responsabilidade por dois ataques a bomba em Abuja, neste ano. Entre os ataques estava o primeiro ataque suicida ocorrido no país, contra a sede da ONU na Nigéria, em agosto, que matou ao menos 23 pessoas.
O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, um cristão do sul do país que está com dificuldades para conter a ameaça da militância islâmica, disse que a série de incidentes era “lamentável”, mas que o Boko Haram “não estaria (por aí) para sempre. Terminará um dia.”
Ano passado também houve ataques
No ano passado, uma série de ataques ocorreu em meio a celebração do Natal na cidade de Jos, também na Nigéria. Foram mortas pelo menos 32 pessoas e o grupo reivindicou a autoria dos atentados. Por causa disso, a embaixada americana nos Estados Unidos já havia dado um alerta especial na sexta-feira para áreas de circulação de estrangeiros.
Vaticano lamenta “ódio cego”
 O Vaticano classificou os atentados contra igrejas na Nigéria no dia do Natal como atos “absurdos”, que demonstram um “ódio cego, que não tem respeito algum pela vida” e alimenta a confusão, afirmou o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi.
Elei expressou a solidariedade da Igreja com todo o povo nigeriano e a igreja desse país africano, “golpeados pela violência terrorista em dias que deveriam ser de alegria e paz”. 


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