As Divinas Promessas Doutrina da Igreja sobre as promessas e votos

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As Divinas Promessas. Doutrina da Igreja sobre as promessas e votos.

sala_promessasOlá caro leitor. Seja bem vindo mais uma vez. Que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Amor de Maria, Mãe de Deus (Lc. 1,43) e nossa esteja com todos vocês.

Veja também

Vamos tratar de um tema muito controverso que por muitas vezes geram conflitos de entendimento entre os católicos e acusações de muitos inimigos da Igreja. As promessas e votos.

Vamos procurar entender exatamente o que são as promessas e os votos, como realizar e como cumprir-los. Vamos entender de onde surgiu essa prática e a quem elas podem ser dirigidas.

  • O que a Igreja Ensina sobre as promessas e votos

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos ensina a seguinte doutrina com relação as promessas e votos:

§2101 Em várias circunstâncias, o cristão é convidado a fazer promessas a Deus. O Batismo e a Confirmação, o Matrimônio e a Ordenação sempre as contêm. Por devoção pessoal, o cristão pode também prometer a Deus este ou aquele ato, oração, esmola, peregrinação etc. A fidelidade às promessas feitas a Deus é uma manifestação do respeito devido à majestade divina e do amor para com o Deus fiel.

§2102 “O voto, isto é, a promessa deliberada e livre de um bem possível e melhor feita a Deus, deve ser cumprido a título da virtude de religião.” O voto é um ato de devoção no qual o cristão se consagra a Deus ou lhe promete uma obra boa. Pelo cumprimento de seus votos, o homem dá a Deus o que lhe prometeu e consagrou. Os Atos dos Apóstolos nos mostram S. Paulo preocupado em cumprir os votos que fizera.

§2103 A Igreja atribui um valor exemplar aos votos de praticar os conselhos evangélicos:

A Mãe Igreja alegra-se ao encontrar em seu seio muitos homens e mulheres que seguem mais estreitamente a exinanição do Salvador e mais claramente a demonstram, aceitando a pobreza na liberdade dos filhos de Deus e renunciando às próprias vontades; submetem-se eles aos homens por causa de Deus, em matéria de perfeição, além da medida do preceito, para que mais plenamente se conformem a Cristo obediente.

Em certos casos a Igreja pode, por motivos adequados, dispensar dos votos e das promessas.

  • As promessas e votos na Sagrada Escritura:

Na contra-mão do que muitos dizem, todas as doutrinas que a Igreja prega estão sempre muito bem calçadas na Sagrada Escritura e/ou na Tradição Apostólica milenar. O caso se repete com relação as promessas e votos. A prática de fazer votos e promessas a Deus vem de muito séculos antes do nascimento de Nosso Senhor, sendo estas também feitas durante o anuncio do evangelho e também continua após sua Ascenção. Vejamos algumas passagens que comprovam isso:

20. Jacó fez, então, este voto: “Se Deus estiver comigo e me proteger nesta viagem, se ele me der pão para comer e roupa para vestir,

21. e se eu voltar são e salvo para a casa de meu pai, então o SENHOR será meu Deus.

22. Esta pedra que ergui como coluna sagrada será transformada em casa de Deus, e eu te darei o dízimo de tudo o que me deres”. (Gn 28, 20-22).

10. Ana, cheia de amargura, em profusão de lágrimas, orou ao SENHOR.

11. Fez a seguinte promessa: “SENHOR dos exércitos, se olhares para a aflição de tua serva e de mim te lembrares, se não te esqueceres da tua escrava e lhe deres um filho homem, eu o oferecerei a ti por toda a vida, e não passará navalha sobre a sua cabeça”. (1Sm 1,10-11).

13. Quero entrar na tua casa com holocaustos e para ti cumprir meus votos;

14. votos que meus lábios formularam e minha boca pronunciou, quando a angústia me apertava.

15. Fartos holocaustos vou te ofertar, junto com a fumaça de carneiros; imolarei bois com cabritos. (Salmo 66,13-15).

11. Que retribuirei ao SENHOR por todo o bem que me deu?

12. Erguerei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR.

13. Cumprirei meus votos ao SENHOR diante de todo o seu povo. (Salmo 116, 11-13).

3. “Na minha angústia invoquei o SENHOR e ele me atendeu. Já no ventre da Morte, pedi tua ajuda e ouviste a minha voz.

4. Tu me afundaste no coração do mar, um rio me encobriu. Passaram sobre mim tuas ondas e redemoinhos.

5. Pensei, então: ‘Fui expulso da presença do teu olhar, mas voltarei a admirar a beleza de teu santo templo’.

6. Por todos os lados a água me sobe até o pescoço, o abismo me circunda, algas se agarram à minha cabeça.

7. Desci até as raízes das montanhas, até debaixo da terra, trancada por cima de mim para sempre! Mas tiraste da fossa minha vida, SENHOR, meu Deus.

8. Quando ia perdendo toda esperança, lembrei-me do SENHOR, e minha oração pode chegar até ti no teu santo templo.

9. Os que cultuam os ídolos tolos esquecem seu compromisso, (Jn 2,3-9)

É melhor não fazer promessas do que fazê-las e não as cumprir (Ecl 5,4)

Zaqueu pôs-se de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, a metade dos meus bens darei aos pobres, e se prejudiquei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. (Lc 19,8).

18. Paulo permaneceu ainda vários dias em Corinto. Despedindo-se dos irmãos, embarcou para a Síria, em companhia de Priscila e Áquila. Em Cencréia, Paulo cortou os cabelos, pois tinha feito uma promessa. (At. 18,18).

  • Por que fazer uma promessa?

Como vimos acima, o Senhor nos convida a fazermos promessas não para testar sua bondade, sua onipotência ou sua misericórdia infinita, mas sim em forma de agradecer-lhe pelas graças recebidas e/ou em expiação de pecados em forma de sufrágios, atos de reparação e de sincero arrependimento, como fez Zaqueu. Esses atos as mortificações e penitências, sendo as melhores o jejum, a oração e as esmolas. Falaremos sobre em um artigo futuro.

Devemos ter em mente que não é permitido fazer promessas e votos no intuito de se barganhar com Deus. É preciso saber que seus desígnios não irão mudar por conta de troca de favores, muito menos se alcançará uma graça mediante a intercessão poderosa de Maria ou algum santo mediante suborno. Uma promessa é antes de tudo um ato de fé que venha contribuir para nossa santificação a partir do momento que venhamos a receber uma graça especifica.

Outra coisa que não se deve fazer

  • Qual o pagamento que eu devo me comprometer?

A promessa deve sempre ser feita no intuito de ampliar nossa fé, comprometendo todo nosso ser a partir do memento em que se alcance a graça preterida.

Por exemplo: Uma pessoa ao fazer uma promessa, pedindo a Deus a graça de andar novamente, deve se comprometer em fazer algo que dignifique e exalte a gloria de Deus todo poderoso e sua infinita misericórdia para com ela. Esta pessoa pode se comprometer com fazer uma peregrinação, mostrando que a cura foi completa, ou fazer um ciclo de palestras, mostrando exames e comprovando o milagre.

Coisas assim dignificam a ação sobrenatural de Deus em Nossa Vida, bem como contribuem para nossa santificação. O Evangelho recomenda que as melhores práticas são o jejum, a oração e as esmolas(cf. Mt. 6,1-18).

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